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Blog de Trípede

tugatronic made in japan

Os meus auscultadores sem fios já não dão mais que um minuto (para grande pena minha, que os uso em cerca de 80% do tempo em que estou em casa). Até há umas semanas atrás, ainda aguentavam uns bons cinquenta minutos, mas a mais recente indisciplina no carregamento/descarregamento das pilhas revelou-se demasiada para o electrodoméstico. Qual tuga inconformado e irredutível, tentei uma última terapia de choque (antes de ter que inchar por uns novos). Decidi deixá-los ligados para as pilhas descarregarem até ao casco, para lá do aviso low batt (que, mais cedo ou mais tarde, haveria de ceder) e depois tentar um último carregamento. Se não resultar, convenço-me que tenho que comprar uns novos. Passaram já mais de 150 horas e a luz do low batt ainda pisca...

dinastias da mediocridade

"Músicos escolhem o melhor de 2012"

"Veja aqui as escolhas dos artistas x e y"


Durante anos se provou que alguns músicos famosos da nossa praça eram francamente maus!
(estão no seu direito e, se tiverem um amigo numa rádio, ou numa distribuidora, sorte a deles)

E, não obstante serem fracos, durante anos continuaram a ser empurrados (via mérdia) pela goela do mercado abaixo! (sim, porque as editoras/distribuidoras têm que justificar, aos accionistas, o dinheiro que enterram nestes artistas amigos)

Nos últimos tempos, esses artistas (muitos deles já fossilizados) vêm sendo requisitados pelos mérdia, para promover novos artistas, amigos dos seus amigos (das rádios ou editoras/distribuidoras), com especial incidência nestas "listas" do final do ano. (mantêm a esperança que alguém ainda compre discos, nem que seja para dar de prenda de natal!)

E assim se tenta perpetuar a dinastia de mediocridade na música portuguesa.

Mas, olhando para o degradante nível e fraco gosto destes "músicos" promovidos a "críticos", sente-se já o cheiro a desespero! Gerações de "casamentos entre primos" levaram a um beco sem saída genético, pelo que se adivinha o fim da espécie!

Nem tudo é mau, portanto:
1) fico com uma lista de discos a NÃO comprar;
2) e fico com a esperança de que esteja para breve a desejável implosão da "indústria discográfica" portuguesa!

shemokmedura

Varlam Simonishvili & Basiani

khusugtun

throat-singing mongol
a partir dos 3:30

6 mãos + 3

já cá tinha posto a quatro mãos,
agora, 6 + 3

aos artistas: ninguém precisa de 300 fotos vossas!

Aos artistas: não é preciso ter 300 fotos vossas! Basta meia dúzia... desde que tenham o mínimo de qualidade, claro! Se tiverem sentido estético, melhor ainda. Mas, 300, não dá! Acabo por não ver nenhuma...

PS: e quem quiser uma foto vossa para meter num artigo, ou divulgação, também não vai andar a ver 300, para escolher uma decente...

ode an die freude

ahnest du den schöpfer, welt?

la mocita

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o regresso de adele, a ausência de valete

O regresso da Adele e a ausência do Valete foram duas notícias recentes aqui no Palco, que me chamaram a atenção. Tratam-se de dois artistas que se vêem a braços com lesões nos seus "instrumentos de trabalho".

Quando se fala na Adele, vem-me à ideia o caso típico da estrela precoce.

É música profissional desde o infantário e teve a "sorte" de ser abençoada com uma excelente voz. E, com a chegada àquela idade em que as miúdas têm a voz mais pujante, tornou-se, com mérito, um êxito mundial.
Não será de estranhar que, com o fim da adolescência e chegada à idade adulta, a voz dela seja já anormalmente "adulta" (qual Ella Fitzgerald, aos 60 anos de idade), com uma técnica e maneirismos que revelam uma "quilometragem" apenas habitual em cantoras muito mais maduras.
E, talvez sem surpresa, aos vinte e poucos anos, dá origem a notícias semelhantes às que se vê num jornal desportivo, sobre um jogador da bola com trinta e muitos anos, que se lesiona e tem que ser operado. Será a lesão fruto da idade e da "rodagem"? Será o fim da carreira? Regressa ao mesmo nível de antes?

Estes talentos precoces dão-me sempre a sensação que estão a queimar o "combustível" demasiado rápido, pelo menos, se quiserem andar nisto durante umas décadas. Já não digo uma vida inteira, como a Ella, ou outros "monstros", que nos servem de exemplo na música!

No caso do Valete, trata-se do outro "instrumento" essencial para quem vive da música, a audição. E mesmo para quem não vive dela, mas precisa de música para viver.

Na maioria dos eventos musicais a que assisto, acho o volume excessivo e, nalguns, insuportável, até! Sou sensível a isso (e mais ainda à equalização), mas acho que, se não fosse, é que era mau sinal (sinal que estava surdo)! Nos meios musicais que frequento, haverá quem me ache fraco, ou armado aos cágados, por ser cauteloso nos dB. Já várias vezes me pediram "mais alto" e já várias vezes eu pedi para cortar à amplificação! E vou chateando os amigos que vivem da música com esta "doutrina", porque dependem da audição para exercer a sua actividade profissional. São os maiores interessados!

Fomos educados com a ideia que só na meia idade se começava a perder audição e que só ficávamos "moucos" depois de velhos. A perda normal e gradual da audição.

Mas esta progressão foi-se tornando mais rápida, com a massificação do trânsito automóvel, das máquinas, computadores, ar-condicionado, etc... Passou a haver uma camada de ruído constante, que alterou o padrão ambiental a que estavamos habituados. Deixou de existir o silêncio.

Mais ainda, já somos de uma geração que, desde a infância, cresceu com auscultadores nos ouvidos... Todos os dias, durante anos! E, ao longo dos anos, o watt cada vez mais acessível e barato! Com cada vez maior abundância de meios, com palcos cada vez maiores, que consomem mais potência que uma pequena cidade! E com a imperatividade, bem portuguesa, de "tocar mais alto do que a aldeia vizinha"!...

Estamos a abusar dum aparelho de alta precisão, desgaste rápido e que ainda não conhecemos assim tão bem quanto isso! E não ligamos muito, porque conseguimos sobreviver sem ele, mas... Basta pensarmos em músicas que gostamos e imaginar que nunca mais as podíamos ouvir! Mete-me bastante medo, confesso!...

Hoje, mais que nunca, temos que poupar a audição, para que dure mais tempo e com qualidade! Para que consigamos apreciar um instrumento acústico, quando ele toca ao nosso lado. Para que não cheguemos (pelo menos, não demasiado cedo!) a um ponto em que só "ouvimos" com muitos watts a gerar vibração dos graves no estômago, ou dos médios no crânio!

o rei da pop em tempo de crise

Ontem falava, na rtp notícias, o Prof. Doutor João Ferreira Amaral, sobre a crise profunda que vivemos, apontando as causas da nossa miséria, explicando as medidas a tomar no futuro próximo e sugerindo rumos a seguir no longo prazo. E sempre no seu habitual registo douto, frio e 100% técnico, completamente objectivo e independente de qualquer ideologia política, ou natureza, que o senhor tenha, faceta pela qual gosto muito de o ouvir, ainda que não concorde muitas vezes.

Mas eis que, de repente, é interrompido, em sofreguidão, pela jornalista que o entrevistava!

"Sr. Prof., peço desculpa, mas temos que ir em directo para a leitura da sentença do médico de Michael Jackson!!!", logo passando a emissão para o canal americano, ouvindo-se a voz da jurí, pausada e colocada, como se estivesse a anunciar os óscares (só faltou mesmo o rufo de tarola), "we find the defendant guilty of the crime of involuntary manslaughter", logo de seguida traduzido, de forma emocionada, pela jornalista da tv pública!...

Nos menos de cinco minutos que durou a interrupção, perdi a conta às vezes que ouvi da boca da senhora jornalista a expressão "o rei da pop". Aliás, fico na dúvida se o grande atractivo da notícia não era mesmo poderem voltar a dizer essa expressão, que fura tão bem nos microfones, "o Rei da Pop!", e que, diga-se... desde que o rei incontestado morreu, nunca mais os jornalistas puderam usar!

Se se perguntam pelas razões da nossa crise...

PS: ainda pensei que o senhor Prof. Doutor se levantasse e se fosse embora, mas, quando voltou a emissão, não só estava lá, como estava sorridente e com ar de gozo. Percebi, mais tarde, que tinha sido contratado à hora, estava-se nas tintas...

coordenação psico-física-mental-motora -melódico-rítmica-harmoni ca.....

dasse!...

fotos de gajas

Bolas! Vi o preview dumas fotos aqui no palco, que nem tive coragem de as abrir, para clicar no "não gosto"!!! O horrooooor!

contrafacção barata

Da mesma forma que vemos todo o tipo de música a ser contrafeito, na imagem (fotos, capas, logos, etc.) passa-se o mesmo.

Vi, recentemente, uma capa de um disco (com pinta de verdadeiro e tudo!) a usar uma foto da natureza mundialmente famosa, "estampada" num trabalho gráfico que consistiu num impressionate copy-paste da dita imagem e inserção dos títulos com uma fonte manhosa (também ela mundialmente famosa). Isto além, claro está, dos logótipos da praxe que dão a pinta de verdadeiro. Já que andamos a sacar imagens da net!...

Ora, esta em particular é daquelas imagens que fazem parte do meu imaginário, que dá vontade de ter um poster gigante na parede da sala, ou no tecto do quarto! Tive pena de a ver usada numa contrafacção barata! Mais pena tive que não tenha sido sequer identificada, quando era a única coisa decente na capa ou contracapa. Mereceu-me um comentário azedo! E a devida identificação da foto, já agora.

O artista (que duvido tenha sequer permissão para usar a imagem) lá teve a fineza de camuflar a identificação da foto, despejando o nome no fim duma longa legenda, com a sua linguagem "esotérica" a roçar o português, e em que descreve como o trabalho evoluiu com toda uma intenção cromática, as cores aprofundando os sentidos em direcção à harmonia, com os agradecimentos sentidos a todos os que tornaram aquele sonho possível, com a exultação a deus e às redes sociais!... Custa assim tanto dizer "atenção, esta pérola, que aqui meti no meio desta pocilga, não fui eu que a fiz, ok"?

Para alguns "artistas", custa. Eles próprios são os senhores dos universos que criam para si próprios. Mas "o seu a seu dono" é o mínimo exigível!

PS: já agora, para quem não tem imaginação para pesquisar mais do que 10 imagens no google, aqui ficam sugestões para os próximos discos:

http://apod.nasa.gov/apod/image/0312/eskimo2_hst_big.jpg
http://apod.nasa.gov/apod/image/0206/MyCn18_hst_big.jpg

o regresso dos bots

Depois da praga que afectou este palco no ano passado, voltam à carga os bots e respectivos chulos.

Felizmente os padrões são sempre os mesmos, mais ou menos dissimulados, pelo que, face à repetição dos ciclos, já deve ser possível a gerência fazer um algoritmo para os detectar automaticamente.

a banda mais bonita da cidade

alto videoclip!


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