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Entrevista a Nuno Flores, violinista

 
The Crow

Com o seu violino, o português Nuno Flores aproxima a sua música do ´rock and roll´.

O violinista português, Nuno Flores, falou um pouco do seu trabalho, projetos, falou das suas próximas viagens e adjetivos, e como: o homem do negro violino, o homem que é professor, compositor, amante da natureza e porque sim, o devemos ser! Os adjetivos que lhe são dados cabem bem a Nuno Flores.

Susana Galveia: Não sendo a sua primeira vez em viagem, está sempre na expectativa de se apresentar ao público estrangeiro?

Nuno Flores: Sim. Posso dizer que estou sempre muito ansioso para espetáculos no Brasil, Macau, India, Ibiza, EUA, entre tantos outros, existe sempre a expectativa, do que possa ou não correr mal, coisas que não são controladas por nós. Afinal, não estamos no nosso país.

Susana Galveia: É reconhecido pela crítica especializada em música nacional e internacional, em tempos, trataram no como o músico do mundo, é isso que sente?

Nuno Flores: Sim. Em Portugal, já o referi, noutras entrevistas, não tenho o estatuto que gostaria, o que verifico também, que não sou o único. E, quando falo em estatuto, não é a questão do nosso melhor ou pior, é de um trabalho de anos que foi feito, vem sendo melhorado, uma imagem que se vende, e tudo conta, para uma figura pública. E no fim, de nada, valeu. Como qualquer trabalhador, anos a aperfeiçoar, inovar e aguardamos pelo “muito bem” e recebemos um “está bom”. É mau para um profissional.

Susana Galveia: O Nuno procurou atingir um público, ao adicionar músicas e elementos pop, rock, hard, entre outros géneros, às suas apresentações. Ao fim do espetáculo, sente que esse objetivo foi atingido?

Nuno Flores: Sem dúvida. Até porque, são temas conhecidos pelo público, em geral. E temos de acompanhar o progresso digital, acompanhar a mudança do mundo.

Susana Galveia: Pergunto por isso, o instrumental, acaba por cativar mais público ou nem por isso? Estamos habituados à voz, até que ponto, o instrumental ganha fãs?

Nuno Flores: A resposta estará na melodia e de tocar a música certa e arriscar! Procuro cativar, com uma música conhecida no início, música enérgica e aí construir um bom espetáculo. Nuno Flores, não sou só eu, são outros músicos que me acompanham, os profissionais, que graças a eles, há espetáculo, os técnicos, quem está nos bastidores. A voz, claro, atrai sempre! Mas tudo depende, do que é pensado. Afinal, queremos coisas diferentes. Procuro e faço-o incorporar todos os meus estilos, no meu espetáculo.

Susana Galveia: Começou a tocar violino desde cedo. De onde surgiu essa paixão? As crianças nessa idade gostam do desporto, mas escolheu a música.

Nuno Flores: O meu pai e avô são músicos, talvez por isso, tenha sido um incentivo a gostar de música, a partir daí, fui estudando, aperfeiçoando a minha técnica, postura, mas claro, também tive o meu gosto pelo desporto, mas não como praticante. Tens de trabalhar se queres ser músico, e desde cedo, compreendi a minha paixão pela música. Também foi algo natural, escutar música, ir a concertos, e quanto à minha família, sempre apoiaram a minha escolha. Os meus pais deixaram-me livre, para escolher, o que eu gostaria de fazer! Foi muito bom.

Susana Galveia: Considera-se um prodígio do violino? Tendo em conta os vários géneros musicais que consegue incorporar no seu reportório?

Nuno Flores: Não me considero prodígio. Sabes, o mais importante é: se não gostas de ouvir algo, não toques, se gostas e aprecias todo o estilo musical, então toca. O que, sem dúvida, eu gosto de ouvir todos os estilos que toco e incorporo aos meus espetáculos.


Susana Galveia: E tempo para ouvir música, tem tido?

Nuno Flores: Sim, é essencial, estar por dentro dos novos estilos, para o meu próprio reportório, de forma a inspirar-me e a trabalhar nos novos temas.



Susana Galveia: E pretende atuar novamente em algum filme?

Nuno Flores:
No momento, estou bastante focado na música e no meu novo álbum. Mas no momento certo, num projeto que seja interessante, quem sabe…


Susana Galveia: Obrigada, Nuno Flores

Nuno Flores: Obrigada Susana

 
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