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Fazer vídeos de músicas ajuda jovens doentes a lidar com o cancro Jovens criam os seus próprios vídeos
 
2014-01-28 03:24 inserido por Paulo Costa

A terapia musical pode ajudar os mais novos a lidar melhor com os tratamentos contra o cancro, revela um estudo publicado na revista "Cancer".

Investigadores norte-americanos seguiram, ao longo de três semanas, as experiências de um grupo de doentes com idades compreendidas entre os 11 e os 24 anos, enquanto estes produziam um vídeo para uma música.

A equipa concluiu que os doentes - todos submetidos a tratamentos de transplante de células estaminais com elevado risco - ganharam resistência e melhoraram as relações com a família e amigos.

Para produzirem os seus vídeos de música, os jovens doentes foram convidados a escrever letras de músicas, a gravar sons e a recolher imagens para um vídeo de forma a criarem a sua história. Eles foram liderados por um musicoterapeuta qualificado, que os ajudou a identificar o que era importante para eles e a comunicar as suas ideias. Quando concluídos, os vídeos foram partilhados com a família e amigos através de "estreias".

Efeitos Positivos

Após estas sessões, os investigadores descobriram que o grupo que fez vídeos de música relatou que se sentiu mais resistente e mais capaz de lidar com o tratamento do que o outro grupo, a quem não foi oferecida musicoterapia.

Além disso, cem dias após o tratamento, o mesmo grupo afirmou que sentia que a comunicação no seio das suas famílias era melhor e que estava mais ligado aos seus amigos.

O principal autor do estudo, Dr. Joan Haase, da Escola de Enfermagem da Universidade de Indiana, afirmou: “Estes fatores de proteção influenciam a forma como os adolescentes e os jovens adultos lidam, ganham esperança e encontram um sentido no meio da sua luta contra o cancro. Os adolescentes e jovens mais resistentes têm a capacidade de se elevar acima da sua doença, ganham uma sensação de domínio e confiança na forma como lidam com o cancro e demonstram um desejo de ajudar os outros”.

Quando os investigadores entrevistaram os pais dos doentes, descobriram ainda que os vídeos também lhes deram informações úteis sobre as experiências com o cancro dos seus filhos.

“Sinta-se ligado”

Sheri Robb, uma musicoterapeuta que trabalhou no estudo, explicou por que a música foi particularmente boa para incentivar os jovens a envolverem-se mais.

A investigadora revelou: "Quando tudo é tão incerto, as músicas que lhes são familiares são significativas e fazem com que se sintam conetados".

O laboratório de estudo do cancro do Reino Unido diz, por sua vez, que a musicoterapia pode ajudar as pessoas com cancro a reduzirem a ansiedade e a melhorarem a sua qualidade de vida. Este tipo de terapia pode também ajudar a reduzir alguns sintomas do cancro e efeitos colaterais do tratamento – embora não possa curar, tratar ou prevenir qualquer tipo de doença, incluindo cancro.

Em estudos anteriores, ao olhar para os efeitos da musicoterapia em crianças com cancro, descobriu-se que esta poderia ajudar a reduzir o medo e angústia e, ao mesmo tempo, melhorar as relações familiares.

Paulo Costa

 

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