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Chelsea Wolfe – “Abyss”: À beira do abismo Crítica ao disco
 
2015-08-20 03:46 inserido por Sara Novais

 

Não foram muitos aqueles que, em 2011, pegaram em “Ἀποκάλυψις” e se deixaram surpreender pelo peso acrescido na música da moça que sussurrava em “The Grime and the Glow”. Talvez uma versão de ‘Black Spell Of Destruction’, de Burzum, tenha dado a dica sobre os renovados tons negros da norte-americana, que se decidia, por essa altura, a envergar uns véus soturnos, umas vestimentas, todas elas tenebrosas, envoltas de uma bruma que tentávamos perceber em temas como ‘Pale On Pale’ ou ‘Mer’. Esses fãs assistiram a uma iluminação das soluções da cantautora nos íntimos dedilhares de “Unknown Rooms: A Collection Of Acoustic Songs” e à angariação de novos entusiastas com o trabalho seguinte, devido à sua acessibilidade.

“Pain Is Beauty” não trouxe, em si, uma grande nova vaga de fãs, ainda que se tenha apresentado como o álbum mais acessível lançado pelo epíteto Chelsea Wolfe. O débito de ideias experimentalistas e elementos eletrónicos transversais deram novos contornos à sua musicalidade sombria, com a artista a manter a coesão de um disco que tanto dançava melancolicamente com ‘The Warden’, como balbuciava em ‘Lone’. Todavia, a popularidade da Miss Wolfe avolumou-se com a presença de ‘Feral Love’, a primeira faixa do disco, nos trailers da quarta temporada da série “Game Of Thrones” e com a adaptação televisiva de “12 Monkeys”. As expectantes audiências das séries acabavam de descobrir um segredo há algum tempo guardado.

 

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